Perguntas e respostas sobre medicamentos
Quais remédios eu devo tomar?
Os medicamentos variam de paciente para paciente. O importante é seguir rigororsamente as receitas do médico.
Alguns medicamentos são usados sempre por todos os pacientes, enquanto fizerem a diálise.
Abaixo, as classes de medicamentos mais usadas pelos pacientes em diálise:
QUELANTES DE FÓSFORO
- SEVELAMER (Renagel®/ Hemosev®), CARBONATO DE CÁLCIO e ACETATO DE CÁLCIO
São os chamados quelantes de fósforo. Quando ingeridos junto com as refeições reduzem a absorção de fósforo no intestino, diminuindo seu níveis sanguíneos.
Servem tambem para controlar os níveis sanguíneos de cálcio. Com eles, se evita o aparecimento de doenças ósseas.
Tome as doses sempre às refeições e conforme a receita do médico.
VITAMINAS
PARA O SANGUE
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ERITROPOETINA (Eprex®, Hemax®)
Este é o hormônio que controla a produção de glóbulos vermelhos no sangue.
Serve para impedir a anemia. Com isso, evita-se a transfusão sangüínea. Quanto menos transfusões sangüíneas, melhor para o paciente e para um futuro transplante.
Este medicamento pode ser aplicado por via subcutãnea ou endovenosa
- HIDRÓXIDO DE FERRO (Noripurum®)
Medicamento à base de ferro, necessário para a produção de sangue (eritropoiese).
ANTI-HIPERTENSIVOS (remédios para diminuir a pressão alta)
Alguns pacientes precisam tomar diariamente para controlar a pressão arterial. Outros não.
O paciente renal crônico deve manter a pressão arterial abaixo de 140 x 80 mm Hg para correr menos risco de doenças cardiovasculares como derrames e infartos.
Existem vários categorias de anti-hipertensivos sendo que os mais usados são:
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Diuréticos
Há mais de trinta anos, são as drogas mais empregadas no tratamento de Hipertensão. As mais comuns são a Hidroclorotiazida e a Furosemida.
Pacientes com Insuficiência Cardíaca e Doença Renal Crônica (Creatinina maior ou igual a 3 mg/dL), devem usar Furosemida em vez da Hidroclorotiazida.
Para diabéticos, é recomendável utilizar doses baixas (12,5 a 25 mg/dia). Isso minimiza os efeitos adversos. Deve-se ainda monitorar os níveis de potássio e da glicose sanguínea.
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Inibidores simpáticos
Estas drogas agem diretamente no cérebro, provocando dilatação dos vasos sanguíneos. Quando as artérias se alargam, a pressão arterial diminui.
São exemplos de inibidores simpáticos a Clonidina e a Alfa-Metildopa. Seus principais efeitos colaterais são boca seca, sonolência e disfunção sexual.
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Betabloqueadores
São drogas que provocam redução da pressão arterial por dilatação das artérias, mas também diminuem os batimentos e a força de contração do coração.
São usadas também em pacientes com arritmias cardíacas, angina de peito, hipertireoidismo, etc.
As drogas mais comuns dessa categoria são o Propranolol e o Atenolol.
São contra-indicadas em pacientes com asma ou broquite e em pessoas com má-circulação arterial nos membros. Nos pacientes diabéticos, podem mascarar e prolongar os sintomas de hipoglicemia.
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Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA)
Essas drogas representaram grande avanço no tratamento da Hipertensão.
Agem, reduzindo a formação de uma substância chamada Angiotensina 2. Isso provoca a dilatação dos vasos.
Além de diminuirem a pressão arterial sistêmica, protegem os rins principalmente em diabéticos que perdem proteína na urina.
Os tipos mais comuns são o Captopril e o Enalapril.
Podem provocar aumento dos níveis de potássio do sangue pricipalmente em diabéticos com Doença Renal Crônica.
Estão contra-indicados na gestação ou em mulheres com risco de engravidar.
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Antagonistas dos receptores da angiotensina (ARAs)
Atuam bloqueando os receptores de angiotensina 2 (AT1), o que causa dilatação dos vasos e redução da pressão arterial.
O Losartan foi o primeiro ARA a ser comercializado, e atualmente existem muitos outros, como o Valsartan, Candesartan e Irbesartan).
Podem provocar aumento dos níveis de potássio no sangue pricipalmente em diabéticos com Doença Renal Crônica.
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Inibidores dos canais de cálcio
São drogas que dilatam as artérias. Fazem isso reduzindo a quantidade de cálcio nesses vasos.
As drogas mais usadas são a Nifedipina e Amlodipina.
Seu uso pode provocar em alguns pacientes palpitação, dor de cabeça e rubor facial, bem como inchaço nas pernas.
- Vasodilatadores diretos
São drogas que têm um efeito relaxador direto na musculatura dos vasos, provocando a dilatação deles e, como conseqüência, a redução da pressão arterial.
São drogas muito potentes e usadas geralmente na hipertensão severa ou quando fracassam outras substâncias.
Podem provocar inchaço e palpitação. Na maioria das vezes, são prescritas junto com Betabloqueadores.
As mais usadas são o Minoxidil e a Hidralazina.
ANTIDIABÉTICOS ORAIS (remédios para reduzir a glicose do sangue)
São usados no Diabetes tipo 2 quando não forem atingidos níveis de glicose desejáveis, mesmo depois de medidas dietéticas e exercício.
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Sufoniluréias São usadas há mais de quarenta anos. A primeira delas foi a Clorpropramida, que abriu caminho para drogas mais potentes como a Glibenclamida, Glipizida, Glicazida e Glimepirida.
Elas estimulam a secreção de insulina pelo pâncreas.
Devem ser administradas nos diabético não obesos. Em pacientes com Doença Renal Crônica, podem provocar hipoglicemias severas.
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Biguanidas Dessas drogas, a mais usada é a Metformina. Seu uso aumenta a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos (músculos e gorduras) reduzindo a glicemia.
São indicadas no diabético obeso. Podem ser associadas às sulfoniluréia quando há falha ao uso deste medicamento.
Contraindicadas na Doença Renal Crônica quando a Creatinina for menor do que 1,5 mg/dL em homens, e do que 1,4 mg/dL em mulheres.
- INSULINAS A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas do ser humano e de vários animais. Ela reduz os níveis de glicose do sangue.
Na forma de medicamento, as insulinas podem ser de origem bovina, suína ou humanas.
Também são classificadas pelo seu tempo de ação em: Curtas (ultra-rápidas e rápidas), Intermediárias (lentas e NPH) e Prolongadas (ultralentas).
São empregadas no Diabetes do tipo 1 e no do tipo 2; neste último, quando os medicamentos orais não conseguem manter a glicemia nos níveis desejados.
No caso do Diabetes do tipo 2, as insulinas tambem podem ser combinadas com os antidiabéticos orais.
A principal complicação de seu uso é a hipoglicemia. Esse é um acontecimento muito comum em pacientes com Insuficiência Renal que não se alimentam adequadamente.
ANESTÉSICO
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Emulsão de lidocaína e prilocaína ou somente lidocaína (dermomax®/medicaína®/emla®) É um creme que pode ser aplicado na pele, no local da fístula artério-venosa, sob uma bandagem oclusiva por, ao menos, meia hora antes da hemodiálise.
Causa a diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa na pele no local da punção da fístula.
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